Como um texto constrói (ou destrói) sua marca

Um fenômeno comum na internet atualmente, tanto em páginas de empresas quanto em perfis nas redes sociais e sites de “notícias” – com aspas porque às vezes o que passa por notícia nada mais é do que um factoide ou, para usar uma expressão atual, uma “pós-verdade” – são textos com erros de português ou simplesmente mal-ajambrados, estruturados de maneira precária e pouco inteligível.

É difícil quantificar o prejuízo que isso pode causar a uma marca, pois o dano não é imediatamente calculável, mas ele fica claro quando colocamos, lado a lado, um texto de qualidade e outro mal escrito.

Um texto claro, conciso e que respeita a norma culta da língua transmite a mensagem a que se propõe, atrai e prende a atenção do leitor e comunica a missão de um produto, serviço ou ideia. Com isso, o texto cumpre seu propósito de converter leitores em clientes, consumidores ou seguidores.

Quando atuei como editora de conteúdo no Rio 2016, uma das minhas maiores preocupações era pensar em quem iria ler o material que eu estava editando, traduzindo ou criando. A comunicação necessita de dois lados, o emissor e o receptor (papéis que, com a internet, se tornaram mais difusos e fluidos). Ela só ocorre quando o emissor é bem-sucedido na tarefa de transmitir sua mensagem e quando o receptor efetivamente recebe essa mensagem.

Um bom texto atinge esses objetivos com facilidade.

Já um texto pobre, confuso e carregado de erros não só deixa de propagar uma ideia, como também pode disseminar falsas verdades e conceitos equivocados, contribuir para a tomada de decisões potencialmente perigosas e irrevogáveis e levar a escolhas que podem se provar ruins no futuro.

Por isso, ao desenhar uma estratégia de comunicação, pense em como a credibilidade da sua marca estará sempre atrelada à capacidade de transmitir ideias de maneira honesta e objetiva. Um conteúdo de qualidade informa ao público seus propósitos, posiciona sua marca junto à concorrência e estabelece a confiabilidade daquilo que você compartilha. É assim que empresas e pessoas se tornam referências e conseguem se destacar em meio a uma avalanche de informações, sejam elas verdadeiras ou não.

Juliana Alvim

Jornalista, tradutora e aprendiz de acadêmica. Apaixonada por Berlim, seu sonho é ser fluente em alemão antes de completar 60 anos. Ainda faltam 25 anos para chegar lá.

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